Ele
era a criança mais bonita da UTI, minha mãe que estava brigada comigo se
apaixonou logo que viu, sem demagogia, era a criança mais linda nascida da
minha família. Tinha tanto cabelo e arrepiado que parecia filho de japonês.
Ele nem tinha enxoval, pois me preparei tanto para o ´pior na
gestação e quando ele chegou eu não sabia o que fazer, no fundo quando eu me
questionava, acho que eu preferia que ele não tivesse vingado, quem ler isso
vai me criticar, mas esse foi meu sentimento no meio de um turbilhão de
acontecimentos e aos 24 anos ter a minha vida interrompida dessa maneira, porque
justo eu tinha que ter um filho com tantos sês, porque eu nuca quis ser mãe, aquilo
não podia estar acontecendo comigo, mas estava.
Pois bem, fui encaminhada para vários especialistas, pois a
anomalia era tão rara que eles não conheciam outras crianças assim no Brasil,
me pediram autorização para realizar uma postagem em uma revista e tudo, mais
acho que não foi a frente.
Dentre os especialistas que visitei um deles foi um geneticista,
que fez o exame chamado cariótipo para avaliar o defeito cromossomial e acredite, o de Kaíque deu
absolutamente normal o que me leva novamente as Mãos de Deus, Ele,
havia me escolhido e dessas Mãos ninguém escapa.

